sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"De coração"

Trago desde as mais tenras lembranças, a idéia: dar, ceder, doar algo, deveria ser feito de coração, e assim sempre o fiz. Até então, nunca quis e espero no futuro, ainda não querer, dever ou fazer alguém pensar que me deve. Se minha mão foi estendida, é porque julgou ser melhor assim, se minha palavra foi ouvida com maciez, é por que assim entendeu ser melhor sair de mim, se meu carinho lhe escolheu, viu em você e naquele momento, o melhor alvo e o instante adequado, se meu amor me levou para o seu lado, tá tudo certo, pois por ele sou guiado, e se é de amor que esta alma se alimenta, se é de bons pensamentos que meu prazer se sustenta, cada segundo que vivi e viverei, lá no fim, sei que será recompensado, e se hoje você de repente resolver sumir, desaparecer sem eu sequer entender, claro que ficarei chateado, mas se em um longínquo futuro em seus últimos instantes, uma imagem minha aparecer quando o filme de sua vida for reprisado, você vai entender que recebeu de mim, porque meu coração por você foi, e por um bom tempo, se sentiu amado.

sábado, 26 de novembro de 2011

"Hermena, aí vou eu!"

Vou atrás de um lugar singelo, para definir meu pensar e enxergar mais de perto o que eu quero. Sem o ofuscamento das luzes piscantes, sem o ruidoso barulho dos sons não calmantes, preciso da paz que traz a onda quebrando, preciso sentir o vento forte meu corpo empurrando, ter meus pés nas areias claras das dunas onde gosto de andar, tenho que ver nas ruínas das casas, que a prepotência é mesmo coisa que não se deve cultivar, preciso sumir em duas rodas buscando  na escuridão a luz do farol que faz nortear, quero varar a madrugada e como a coisa mais esperada, ver ali ao leste e depois do mar, o ascender da luz responsável por tudo aqui estar....(continua, ou não.)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Parabéns por vencer"

Hoje, uma palavra sua melhoraria o meu dia
Mesmo que apenas escrita, me alegraria
Traria mais vitalidade para esses momentos
De querer e não poder, de ter e não ter
Se era uma batalha? Acabo de me render
Se foi tudo uma guerra? Parabéns por vencer
Restaram vivos e feridos, mas infelizmente
Entre eles, só há eu e você.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Seja feliz"

Estás em minhas preces. Por mais diferentes que sejam do convencional, elas pendem por ti, mais do que pedem por mim. Por te amar te quero sorrindo, e estando perto ou distante, quero poder ver ou apenas imaginar, teu olhar curioso e brilhante fotografando e trazendo para dentro de ti, momentos de plena felicidade. Bem, a realidade é que uma vida só de sorrisos não existe. Sendo assim, eu gostaria que nos momentos em que suas lágrimas não contiverem-se em seus olhos, penses que rolaram para evidenciar o quanto valem os melhores momentos. Resplandeça em tua caminhada, e seja antes de mais nada, feliz.

"Meu amor"

Meu amor não é frágil chama que equilibra-se sobre uma vela, e que teme extinguir-se ao mais tênue sopro em sua direção. Meu amor é plasma que devora com voracidade barreiras impostas, é união de labaredas que crescem aos fortes ventos que vem de longe. Meu amor traz calor capaz de aquecer a tua superfície sempre gélida, a ponto de te liquefazer. Meu amor é fogo, não teme qualquer distância, torna o tempo de espera sem relevância e tem em si, em mim, no que sinto, todo alimento para durar por muito, muito tempo queimando, para isto, basta minha consciência continuar existindo.  

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Acredite"

Tuas pernas parecem cansadas
Teus olhos baixos evidenciam teu desânimo
Não deixe-se esmorecer, tenha fé, convicção
Tudo será melhor depois do próximo passo
Se queres água? Paciência, logo choverá!
Se queres terra? Ante a ti, surgirá tua ilha
Teu bálsamo, está após o próximo amanhecer
Teus melhores momentos te esperam logo ali
Acredite! É só não parar.

"Faça o que precisar"

Não somos cruz e Diabo, tão pouco gato e rato, não quero e não vou caçar você. Não quero ser o vento forte que levará você para longe, mas sim, aquilo em que você deve agarrar-se para não ir. Porém se uma brisa leve soprar na direção em que você almeja andar, mostre-me seu anseio com clareza, pois com o ar que eu expirar enquanto suspiro por sua partida, lhe ajudo a começar o movimento no sentido em que você pensa estar a felicidade. Não acredito que seja digno para qualquer um de nós, pedir ou aceitar, um pedido em tom de súplica. Não vou  implorar a você para ficar, e não peça com o semblante choroso, que libere você para ir. Vá, se preciso for, se não mais houver amor, vá, se a vontade de ficar, for menor que o medo de partir, vá e consiga muito mais felicidade do que eu possa lhe trazer, juro que irei aplaudir. Mas seja qual for sua decisão, permita que ela seja verdadeira, que extingüa de vez a insipidez dos nossos últimos momentos, e mesmo que doravante sejamos imiscíveis, traga a alegria e amor para ambos.  

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"O brilho dos meus olhos"

A saudade vem arrebatadora
Não tolerando que eu tenha paz
Arraigando em mim tua presença
Tornando-te sem minha compreensão
Muito mais importante que eu
Se não estás diante dos meus olhos
Fecho-os, para te enxergar dentro de mim
Reflita comigo, alguém merece a escuridão?
Devolva a luz para os meus dias
Cintile sua aura boa diante de mim
Traga, para eu viver melhor, definitivamente
O brilho que levaste dos meus olhos.

domingo, 6 de novembro de 2011

"Todo tempo é pouco"

Vejo você indo, deliberadamente em direção contrária do que você gostaria. Covardia? Não creio. Respeito? Talvez. Desperdício? Com toda certeza! Se você quer agora, continuará querendo depois que o tempo passar, e se não acontecer isto, consideresse de parabéns, pois você é pessoa excetuada da regra. É claro que vontades podem ser aplacadas quando se consegue inibir os sentidos, é simples: basta não ver, não ouvir, não tocar, não sentir em sua boca o gosto e impedir que por suas narinas, entre o cheiro daquilo que lhe causa desejo. Entretanto, todo esse esforço pode ser em vão, se o pensamento ainda lhe trouxer as lembranças do toque, do cheiro, do gosto, da imagem, do som. Por isso falo em desperdício. Todo tempo é pouco para vivermos o que gostamos. Pense bem! Volte seus olhos para o sentido que leva às suas vontades verdadeiras, aquelas que incomodam. Seja antes de mais nada, feliz. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Se não fosse você..."

...eu seria perfeito, jamais teria errado, sequer teria olhado para o lado, e eu certamente seria a própria luz, e não este ser intricado que me tornei. É, se não fosse você, talvez em mim não houvesse saudade, ou a sensação de ter perdido o que só em sonho foi meu. Contudo, sem tua existência em mim, não haveria tantos momentos inesquecíveis em minhas lembranças, nem a pujante alegria pela possibilidade do reecontro. Se não fosse você, não sei o que eu estaria pensando, não sei o que eu estaria sonhando, não sei o que eu estaria querendo, mas certamente, não seria tão bom quanto pensar, sonhar ou querer você, meu único e dileto defeito.   

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Só por uma noite"

Fiz minha prece
Pedi a Deus que desse a este corpo
A noite de sono e descanço que merece
Estou cansado de sonhar, só sonhar
De dormir sem desligar.
Pedi apenas uma noite no vazio
Sem pensar, sem desvario
Algumas horas sem você
Sem te ver, enfim, por paz no sono.
Ele mais uma vez não ouviu, e você veio
Linda, como te vejo mulher
Meiga, como teu gesto traduz
Quente, como para o que o meu desejo conduz.
E eu te quis, aberta e lisa
Ardente e profunda
Serpenteando, como tuas curvas
Subindo e descendo como cordilheira
E desaguando em mim, como rio em mar.
Ofego por lembrar
Imagine os suores da noite?
A taquicardia e toda tensão?
Sinto que irei sucumbir, por isso peço em oração.
Mas, algum propósito há
Por que Ele te trouxe até mim
E nem por algumas horas da noite quer te levar.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Estou errado?"

Estou tranquilo como gosto de estar, sentindo teu cheiro em mim como se o meu não existisse. Parece-me que ainda tenho teu corpo encostado ao meu, te sinto. Tuas palavras em certos momentos abrandam minha temperatura, mas teus olhos fechando, teus gestos murmurando sim, teu sorriso verdadeiro, explicitando felicidade, me fazem acreditar na recíproca. Posso estar errado mas não há entre nós, quem ame mais ou diferente, nos queremos da mesma forma e digo mais, não estamos envolvidos pela chama de uma paixão arrebatadora e leviana, é muito mais que isso. São tantos anos... mas o tempo passa e o que sinto cresce, tenho medo disso, contudo tenho muito mais de te machucar. Mas minha crença me diz que não devo pensar, no que não quero atrair. E a prova é que pensando em coisas boas, consegui ter você ao meu lado. Vou fazer o possível para que continue assim. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Às vezes esqueço"

A pele cortada do açoite. Por chibatadas para as quais o indulgente destino cerrou os olhos. Braços robustos suspendendo parte do corpo preso pelos pulsos. Joelhos ao chão, cabeça inclinada para a frente evidenciando o desfalecimento. Escorre já nas coxas, no tecido encardido feito de algodão, o sangue do homem, tratado como nenhuma criatura deveria ser. Ainda ecoa o seu lamento pela noite quente e sem luar, e à luz da crepitante fogueira vê-se sangue, e suor misturado às lágrimas, que não deveriam habitar mais nos olhos de quem tanto já chorou. Anos de ...(continua)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Se preciso ir..."

Vou colorir o meu interior de outra cor
Vou ouvir tudo o que jamais pensei, agora
Vou tentar não mais falar sozinho
Devolver o canto aos passarinhos
E mesmo aos prantos vou calar minha voz
Se não me queres ouvir, nada falarei
Se não me queres olhar, não aparecerei
Se em mim não queres pensar
Da tua memória desaparecerei
Saio como cheguei
Lamentando não ficar, como eu quero.

"De uma vez por todas"

Me deixa tocar tua pele como queres que eu toque
Respire meu ar, para que a vontade que tens de amar não te sufoque
Derrube as barreiras colocadas ao redor do teu querer
Tudo é melhor quando pode ser, quando quer acontecer
Me deixa guiar tua mão rumo ao que não conheces
Me deixa tentar, só tentar, dar-te o que penso que mereces
Talvez eu consiga e para a minha alegria te faça ainda mais feliz
Ou, talvez cortemos isso tudo, de uma vez por todas, e pela raiz
Pense no que há de se perder, por amar
Por viver,  por se dar, por sentir, por gozar, receber
Seja enfim, seja sempre que puder
Tudo aquilo que eu desejo, e que tua alma mais quer.

"Basta!"

Estou avesso a sacrifícios perenes, a privações que me façam ver a vida passando logo ali ao alcance das mãos, e que não me deixem tocá-la. Hoje, não existem grilhões tão fortes quanto as minhas vontades, quanto a esta ânsia de eu ter o que me cabe da vida. Quaisquer amarras racionais vou romper para que eu possa saborear a vida, como a mais suculenta e saborosa fruta que ela pode ser, para que eu possa abraça-la e dizer: vida, és minha. Por mais curto que o tempo desse abraço possa ser, quero frêmitos de alegria, quero arrepios de felicidade, quero o sal da lágrima me descendo o rosto, quero o êxtase, o prazer, quero olhar para tudo e nada enxergar, quero apenas sentir, sentir, sentir. Racionalizar demais, enquanto vibra a ação do sentimento, já não me parece algo aceitável, soa como a pior escolha. Estou exaurido por remar contrário a corrente, e aos poucos o que vem de cima, mostra-me a superioridade de sua força e vou rendendo-me. A razão é minha, mas o sentimento, é divino. E quem sou eu para conflitar com o que é divino? Sou humano demais para isso. Quero doravante, ser o que sinto ser, quero que daqui para frente, o natural, aconteça naturalmente.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"As pedras e o tempo"

Hoje, não sou o mesmo de ontem. Assim tem sido desde que nasci a primeira vez, e por Deus, juro que gosto muito mais do eu atual, felizmente tem sido assim. Em cada novo amanhecer, quero tirar dos dias, toda a luz que eu puder reservar, quero entre o alvorecer e o anoitecer, todas as energias boas que eu pude captar, quero, quando adormecer e para outra dimensão ou ao próximo dia me transportar, ter o que ceder, ser a chama para quem precisar. Busco nas coisas simples, explicações, que minha alma requer e que me fazem seguir. Fui sozinho na cachoeira que contigo descobri, sem a concorrência da tua, desta vez, consegui prestar mais atenção à beleza do lugar. Voltei os olhos para a beleza das pedras, falei com elas, e elas, sua história revelaram, disseram que as águas que por ali passaram, as esculpiram, evidenciaram. E enquanto meu corpo seminu, sentia a areia grossa do leito do riacho e arrepiava-se não só com a água fria, mas também com a influência da magia do lugar, cheguei à conclusão que sou como uma daquelas pedras, e o tempo, as águas que até que eu desapareça, irão me transformando. E entregue ao feitiço daquela natureza, e aos devaneios do meu pensar, meu espírito e mente sentiram que por mais que eu queira mudar, continuarei sendo pedra, e mesmo que eu não queira, as águas continuarão a passar levando meus pedaços, e por vezes agregando em minha superfície coisas que elas mesmo levarão embora um dia. Mas o que eu queria dizer é que o mais importante em mim é o interior, é lá, que está a minha essência, e é lá que te guardo. As águas ou o tempo, como preferir, irão vencer um dia, sei disso, mas o que me conforta é que mesmo mudando a cada dia, só te levarão de mim, quando eu não existir mais.

domingo, 2 de outubro de 2011

"Mudando de assunto"

Tantas melodias para ouvir, quantas coisas para sentir, tantas outras coisas para  falar, e eu, eu repetindo tanto! Vou ler um livro. Encarnar um personagem, viver sua história, e que não seja ela de amor. Preciso de  algo aventureiro, para mudar de assunto. Quero  sangue nas lâminas, veneno nas veias, antídoto, gelo nos cabelos, areia nos pulmões, ossos quebrados. Quero queimar sob o Sol de um deserto escaldante em busca de sombra e água fresca, quero cruzar de trenó, as gélidas paisagens do Ártico, puxado por Huskys, e quem sabe descansar e aquecer o corpo durante algumas horas, nos braços e sexo de uma inuíte desconhecida, antes de voltar a deslizar pela neve e sob as luzes da  Aurora Boreal. Quero fazer de prato principal, as serpente que me amedrontam, enquanto atravesso a região norte deste país em direção às guerrilhas da Colômbia. Quero aprender os costumes de uma tribo indígena qualquer, e poder apreciar as vitórias-régias enquanto imito, assobiando, o canto do uirapuru. Quero viver nú,  respirar o ar dos Andes e mergulhar em um dos lagos mais distantes do centro da Terra. Quero viver a sabedoria, a mística andina, e tocar as ruínas incas antes que virem pó, e extrair dali o vigor das almas dos jovens ali sacrificados. Quero que o vento e as velas, me levem ao seu sabor, e poder gozar do prazer de partir dos portos, sem precisar olhar para trás, quero poder dizer adeus, e nunca mais. Ah! Eu tenho muito para pensar! Por que me deixo repetir tanto? Inúmeras histórias pra viver, tantos outro sonhos que eu poderia sonhar e eu querendo apenas um! Ih!!!!! Pensando bem, acho que um só livro não vai dar.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

"A boca e o queijo..."

A boca, a esfira, o queijo e o lugar
O silêncio, minha voz, tua voz
A brisa, que não movia folhas
Que não vencia a inércia, inclusive
Das águas da lagoa cúmplice
O frio, vinha de leve, e arrepiava
E a Lua, ia no céu, se deixava ver
Junto das estrelas pudentes
Que resolveram surpreender e aparecer
O silêncio, minha voz, tua voz
Os olhares, e o beijo que não houve
E os carinhos adiados, corpos afastados
A boca, o queijo, a esfira
Teu rosto, minha voz, tua voz e o silêncio
Minha boca, tua voz e o queijo
Minha voz, a esfira, e o silêncio
Tua boca e o queijo
As mãos e a Lua
As folhas e as águas
Os carinhos e o céu
Minha boca e tua boca
O lugar, as estrelas...
...eu e a confusão."

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Volte logo"

Partindo, deixou saudades
Um corte na carne, um querer te ver
Por lâmina impregnada
Isso não vai curar, isso só vai doer
Desfiz-me nesse momento
E foi pelo ar minha alma com você
Ficou meu corpo pela terra
Vagando do raiar do sol até adormecer
Vem pela madrugada tua voz
Vem a tua ausência levar
A pouca sanidade de mim
Fico louco pra ir te buscar

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"24hs"

Eu não sabia que iria acontecer
Minha experiência não deixou prever
O fato, é que jamais imaginei
Meu coração perdido por você
O meu olhar buscando o horizonte
Teu lumiar tornando-se a fonte
A energia da minha vontade
Toda a razão dessa minha saudade
Fazendo a sua imagem o sonho meu
E me trazendo esse querer
Ah! Esse querer, esse querer
E eu, já não sei o que fazer
Toda a ação, hoje, é movida por você
Lamento tanto não ter pra onde correr
Todo caminho sempre leva a você, que está
Em minha cabeça, desde o amanhecer
Até a hora de outra vez eu acordar


domingo, 18 de setembro de 2011

"Aqui, e além daquele monte"

Vou embora dessa cidade, vou embora, vou pra longe
Morena, eu quero você, muito além daquele monte
Quero a paz do seu amor, caminhando ao lado meu
Eu pensei em Salvador, espero um conselho seu
Vou sair, vou por aí, mas quero levar você
Pode avisar sua mãe que eu vou lhe proteger
Vou embora dessa cidade, vou embora, vou pra longe
Morena, eu quero você, muito além daquele monte
Vou sair vou por aí, tem um mundo ali pra ver
Tem praia de Itapuã, de Piatã pra conhecer
Vou sair vou por aí, e não parto sem você
Mas pode avisar seu pai, que em dezembro vem lhe ver
Vou embora dessa cidade, vou embora, vou pra longe
Morena, eu quero você, aqui e além da daquele monte

"Que assim seja"

Será que meu lugar no céu vou perder se te beijar?
Será que o que aprendi com Deus se apagará?
Toda verdadeira intenção,
Cada vez que estendi a mão,
Que usei o coração para sorrir.
Será que as portas fecharão e no céu não vou entrar?
Por Deus! Eu não abri meu coração
E você sem me pedir, foi lá se instalar
Com toda verdadeira intenção
Com cada vez que estendeu a mão
Sempre usando o coração para sorrir
Talvez o meu lugar no céu eu vá perder por te beijar
Mas, tendo o teu gosto em minha boca
Até o inferno irá me agradar.

sábado, 17 de setembro de 2011

" ???????"

Que distância é essa, que te deixa longe o suficiente para eu não sentir na face teu calor, que te afasta tanto, tornando tua voz apenas imaginável, não audível, e que ao mesmo tempo me faz te sentir dentro de mim? Que pensamento é esse, que dilacera, que machuca o corpo, que faz doer unhas, cabelos, mas que ao mesmo tempo é tão bom? Que lágrima é essa, que prende-se aos meus cílios num ato insano, bradando o que minha voz cala, suplicando, em nome de minha alma, tua presença física? Que gesto é esse, de amordaçar a boca, de silenciar os dedos, se o pensamento não pára, se as raízes do desejo são tão profundas? O que ganho, refutando o que sou? O que eu seria sem saber o que és? Por que me pergunto, quando eu mesmo tenho as respostas?

domingo, 4 de setembro de 2011

"E se..."

E se todas as tardes fossem como aquela? Céu azul, Sol, vento fresco, quase brisa, água e você para embelezar a paisagem. Nossa conversa, nossa alegria, nosso afeto, nosso carinho, nossa amizade, nosso enlace, entrelace, nosso jogo, nosso suor, nosso amor. O que aconteceria com as tardes tristes, solitárias, cinzas, nebulosas, frias, frívolas? E se todas as tardes fossem como aquela? Todo anoitecer seria memorável, pelas lembranças que aquele acompanharam? Todo adormecer, embora extenuado, seria pleno de felicidade? Se todas as tardes fossem como aquela, pra mim, a vida não seria o que.

sábado, 3 de setembro de 2011

"Somos"

Nós, somos o que de melhor existe
Somos a luta, que realmente quer paz e só
Somos orvalho, que embeleza a pétala
Que evidencia a teia
Somos pele, que ao açoite não se permite sangrar
Somos ferro, que só o tempo e o fogo podem envergar
Somos idéia, que avante vai
Somos o próprio vigor, que só a morte aplaca
Somos o meio e o começo da vida
Somos juntos, alegria e guarida
Somos caule, que não se deixa pelo vento balançar
Porém, somos verdade até o medo nos calar
Somos estandarte aos ventos da paixão, a tremular
Somos desejo em trincheiras a rastejar
Somos o abismo, que não nos permite atravessar
Somos a covardia, e a dor, por não querer amar.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"Cacos sutis"

Abri os olhos e vi,
Luz do sol na janela,
Pelo buraco na telha,
Pela fresta aquela.
Foi-se outra noite de sonhos
Acordei, e agora?
A consciência me diz:
-Vai! Continua essa história
Pega teus cacos sutis
Remodela tua vida.
Desenha o caminho pra ti
e constrói tua guarida.
Deixa o sonho da noite
Vir guiar a verdade.
Sustenta o buraco na telha
Pra afastar a vaidade.
Gesso em teto bonito
Não faz homem melhor.
Isso quem faz, é a luta,
É a garra, é o suor.

"Ainda arde"

Flauteava a voz menina
Que me adentrava o coração,
Indiscreto meu olhar
Indo de seus olhos ao chão.
Eu falava por falar
Para manter sua presença,
Fiz questão de lhe tocar
Querendo ser sua sentença.
A vontade deu em mim
Me transformando em outro ser,
Fiz esforço pra afastar,
Pra repelir o meu querer.
O instinto não venceu,
Mas a vontade não passou,
É fogo que ainda arde
É canção que ainda não terminou.

"Preciso de você"

Uma, entre as felicidades que eu preciso ter,
Com certeza é você
Não desfaz em mim essa vontade de querer te ver,
Eu fico a enlouquecer
Coloco sal no café, perco a fé,
E reclamo de tudo que eu sempre gostei
Minhas memórias, se apagam,
E no que eu sou bom eu já nem sei
Esqueço onde está o carro,
Fico incomodado coisas tão simples, banais
Em consequência da falta que tua presença me faz.

"Não entendo nada"

...e diante do exposto, fico com o que não está. Prefiro ouvir o que não quer ser dito, entender o que não pode ser explicado, procurar o que não quer ser encontrado, esconder e não achar o que eu mais preciso, sussurar o que devia estar gritando e gritar o que não deve ser ouvido, fingir gostar, quando estou amando, e deixar bem longe o que deveria estar comigo. E diante do exposto...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"Estou aprendendo"

Como pode ser mal? Se é tão bom
Como posso dizer, não é normal? Se Deus criou
A moral, o homem ditou, o rebanho seguiu
E para o lado de cá se bandeou
O imoral, um mal amado inventou
E do lado de lá, muita ovelha desgarrou
O tempo passa, e o que é divino, vai ganhar
É, meu Pai me fez para isso
Para aprender o que é amor
E quando souber, simplismente amar

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Eu quero, eu posso"

Eu quero te levar pra lá de Bagdá
Eu quero te fazer feliz até aqui
Eu quero te levar, aonde quer que eu vá
Não faço mala sem você para partir
Eu quero ter você comigo o tempo inteiro
Nessa cidade, de janeiro a janeiro
Te quero nua e bronzeada no verão
Em Santo Amaro, sem lençóis no Maranhão
Eu quero que o tempo passe devagar
Quero te dar todo o prazer que suportar
Te dar minhas lágrimas, ceder o meu calor
Pôr minha vida em tuas mãos oh meu amor
Eu quero ter você comigo o tempo inteiro
Em Nova York, ou no Rio em fevereiro
Te quero nua e bronzeada no verão
No Oiapoque, no Chuí, ou no sertão
Eu posso te levar pra lá de Bagdá
Eu posso te fazer feliz, até aqui.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Quem manda, é Ele"

Vejo o gado ali, em pleno pasto, altivo, exuberante, com todo seu viço e força, alheio à chuva que lhe molha pêlos e couro, gozando a falsa liberdade, que as distantes cercas lhe fazem acreditar ter, esquecido do ser, que na ponta da pena, tem o traço de sua vida, alguém que dita através de bretes, por onde vai andar, com quem se relacionará, o que vai comer e o principal, o quanto vai viver. Ali, vejo o gado, e pensando, chego à conclusão, de que também sou gado, porém tenho outro nome, acredito que faço o que quero na hora que quero, quando na verdade, o que vivo já foi traçado, e como os bois e as vacas do pasto, resta-me gozar o prazer da falsa liberdade e o sabor, da boa grama, que O Dono Da Fazenda serve.

domingo, 21 de agosto de 2011

"Você...é."

Você, é cascata que me molda
É ferramenta que me lapida
Que de mim, arranca cascalhos
É pé-de-vento, que não me quer ver cair
Mas balançar, só balançar
Você é a própria fé, que melhora o meu rezar
É sentimento inelutável, arraigado em mim
Não sei se começo, ou fim
Só sei que você... é.

"Por que isso?"

Eu falo, grito e repito
Você não escuta, reluta
Eu mostro, eu aponto, eu indico
Você encobre os olhos, eu aflito
Calo, evaporo, desapareço
Você, sente falta, e me ouve.

domingo, 14 de agosto de 2011

"Bem-vinda"

Ao retornar, sentiu todo o amor, toda a ansiedade que lhe aguardava. Presenciei o reencontro, como se estivéra fora do corpo, e de um outro plano eu vi nosso abraço, como se flutuando, beijei com amor, sua testa, seu nariz, sua orelha, sua face, seu queixo, toquei-lhe os lábio e a lágrima rolou, o sorriso apareceu e a força e velocidade cardíaca após o ápice, foi minorando, como o medo de que não voltasse, como o medo do esquecimento, como a atormentante dúvida de amar sozinho. Foi pouco tempo, mas o bastante para elucidar meu coração temeroso, sanar-lhe as dúvidas e evidenciar o que somos um para o outro, o quanto nos queremos, e provar mais uma vez, que o amor pode tudo e só não resiste, se não existe.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Tudo como tem que ser"

Não tenho idéia do que será o futuro, e pelo presente, nada mudaria do passado. Faria tudo o que fiz, sofreria todas as agruras e deixaria todas as lágrimas, novamente rolarem pelo meu rosto. Viria a esse mundo que escassea-se de amor, desertifica-se de bons sentimentos, só pelo fato de saber de você, pela certeza que quando eu abrisse os olhos, estaria ali em um futuro próximo, os seus, abrindo-se para o caminho que lhe traria à mim. Linhas tortas? Não sei. Mas assim foi escrito e estamos nós no presente, hora chorando pela saudade que aproxima distâncias imensas, trazendo-me sua imagem, ou fazendo-lhe sentir meu cheiro, onde ele não está, hora sorrindo pela felicidade de estarmos ali, juntos, diante à uma pizza e bebendo vinho, comendo um lanche e dividindo o refrigerante, ou apenas contemplando as paisagens que gostamos. Não tenho idéia do que será o futuro, mas gostaria que fosse o presente melhorado. É impossível eu sei, o espelho faz questão de lembrar-me, contudo, espero que as inevitáveis mudanças, não façam do futuro, um presente, não sonhado no passado. 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Hoje entrevista na Rádio Universidade ( RU ) 1160 AM Às 16:00hs.

Conheça a música "Não Importa o Tempo"

Acesse http://www.youtube.com/watch?v=NciL3-fxpfc

"Raios"

Raios riscam o céu
Traços nervosos feitos de luz
Rasgam o silêncio da noite me fazendo tremer
Me fazendo pensar
E temer a ira dos deuses
Balançam algumas das minhas convicções
E aumentam minhas incertezas
É sempre assim
Quando passam sobre minha cabeça
Penso nos pecados que cometi
E nos que tenho certeza que cometerei
Não gosto dos raios
Tenho medo que me partam.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Como feitiço"

Ficará pra sempre em seus lábios a vontade do beijo. E uma ou muitas bocas virão, quem sabe!? Mas o gosto da boca que admira, sempre lhe parecerá melhor, o prazer que lhe daria, será sempre maior, só por não tê-la provado, só por não tê-la tocado. Como um feitiço, imaginará várias vezes em cada um de seus dias, os abraços que queria ter vivido e não viveu, os carinhos que poderia ter sentido e não sentiu, só por não ter acatado ao próprio coração, quando ordenou-lhe: Entregue-se! Pensou que tudo seria idêntico às chuvas de verão, com toda a intensidade e brevidade que lhe são características. Mas enganou-se. E nada passa. Tudo continua ali, cada momento compartilhado, cada palavra ouvida, cada sonho dividido, todo o respeito explícito, todo o prazer que os olhos fechados evidenciaram, toda a excitação escondida pelo pudor, que a pele arrepiada revelou, enfim, tudo ainda está e continuará em si, apenas por não tratar-se de paixão, e sim da mais poderosa de todas as forças.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"De mim???"

Não!!!! É da água fria que desce o morro, é do material que compões as pedras, é do liso do limo sobre elas, é do cheiro que vem do mato, é das pessoas e o amor por elas, que nasce a inspiração.

"A menina e a estrela"

Vá menina! Deixe-se levar pela emoção. Procure estar sob a luz da estrela que te encanta, sob o afeto que te faz bem, ao lado da paz que ela te faz receber. Mergulhe no céu ao encontro dela, acompanhe seu movimento, do crepúsculo que anuncia a noite, ao alvorecer do novo dia. Vá menina! Não censure o coração, deixe-o livre para bater o quão rápido quiser, e por quem ele julgar merecer. Dispa-se dos pudores, dos medos, dos conceitos não criados por ti, e deixe vir à tona, à superfície da tua pele, a avidez contida em teu âmago. Tua estrela já sabe de ti, e te espera. Queira! Mas, com plena  certeza. Entregue-se! Mas, sem sombra de dúvida sobre ti, afinal, trata-se da tua estrela, e se teu amor a escolheu, essa conjunção já é abençoada. Enxugue os olhos menina! Para que deles possam vir mais provas de que tua alma é límpida, e que dela brota a verdade de teus sentimentos. Porém não os feche, pois diferente do que imagina, é o brilho dos teus olhos, é tua intensa luz, que dá força e guia teu astro pelo céu. Vá menina! Alcance tua estrela. Voe! Se longe ela está, ou apenas estenda a mão e diga: "Venha". De uma forma ou de outra, não duvide, tudo depende da tua vontade.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Está chegando!!!"






Está começando a divulgação do meu primeiro CD, 
"Não Importa o Tempo",  
Ouçam a música "Te Desejo" no link: 









"Fora de foco"

Percebi ser mais um,
Nem especial, nem mais amado.
Então recolho-me a minha insignificância
E agora, desprovido de arrogância
Enfio o esperado futuro
Em algum lugar do passado.
Triste, desolado,
Vou querer parar de querer,
Vou querer pensar que não existe,
Vou extirpar de mim minha fonte de lágrimas,
Vou maltratar o órgão da saudade
Abarrotando-o de outros sentimentos.
Pouco reais? Não importa.
Se o que é real não existe,
Se o fulgor está apenas em meus olhos.
Se em tuas lentes não me vejo,
Para que estar diante delas?
Saio agora da luz e vou para o meu lugar,
À sombra do teu amor
E bem distante de te amar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"Distância"

Agora, não tenho mais a certeza de te ver, e isso não me faz feliz. Não preciso de fotos, vídeos, nada, cada instante está em mim, apenas fecho os olhos para que fiquemos sós. Mas não basta lembrar teu cheiro, não traz o mesmo prazer. Ter somente tua imagem, sobre uma duna diante do mar, não é o mesmo que estar ali, vivendo a tua beleza. Mas a vida é mesmo assim, encontros alegram, despedidas entristecem... e os amores e as paixões, vêm e vão alheios à nossa vontade. Os dias passarão, os meses passarão, anos passarão, mas as marcas do que vivi, permanecerão. Desejo ardentemente, que a felicidade te encontre, e que na transição dos teus momentos felizes, possas lembrar que além daqueles que estarão contigo e te amando, existe alguém, em algum lugar... que também te ama.

"A outra Margem"

Daqui, a vejo longe, sinuosa, com parte de seu encanto às vezes exposto. Ah! Como eu queria estar ali, naquele veio descoberto. Por vezes, quando de lá vem o vento, traz consigo o cheiro bom que exala, me delicio. Intocada, virgem me arrisco a dizer. Mas ser o primeiro a estar inserido em seu cenário, não é o que mais me atrai, de nada importa se um felizardo já passeou em sua beleza, se eu puder estar ali, terei a paciência do pesquisador, o olfato do descobridor e explorarei cada cantinho, sem pressa, esquecendo que o tempo existe. É magia! Coisa sobrenatural essa inquietude. Ela mesmo sem saber falar, me chama, me quer rolando em sua grama, alimentando-me dos frutos que sua terra dá , mergulhado em suas águas a me refrescar. Ela conseguirá eu sei, qualquer dia, mesmo que a correnteza ameace me lavar, a tocarei, e então estaremos eu e ela, isolados do mundo e do jeito que queremos.

domingo, 17 de julho de 2011

"Sonhos frequentes?"

É inegável. Sonhar com alguém com tanta frequência, quer dizer que você foi picado pelo mosquito da paixão. Ele inocula seu veneno que através das artérias, ruma ao órgão responsável pelo armazenamento de sentimentos e distribuição do sangue. Lá ele encontra saudade, desejo, esperança, admiração, euforia... etc, e potencializa-se. Acontece, que quando chega a uma determinada força, atinge o cérebro, que fica lesado em dois pontos: um é um ponto responsável pela visão, deixando sempre a imagem do objeto apaixonante em primeiro plano não permitindo que você enxergue nada, sem antes vê-lo. Outro ponto é um ossinho ou ossículo do ouvido chamado martelo. O cérebro captura o som da voz proveniente do objeto apaixonante, e, faz que esse som fique agarrado no cabo do martelo martelando em seu ouvido o dia todo inclusive dormindo. Então, isso tudo ajuda a explicar a razão dos seus sonhos. Espero que você consiga solucionar o seu caso, porque no meu, procuro um antídoto a anos e não encontro.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Pobre Beltrano!"

O Beltrano, olente e de olhar perdido, desenxabido por não julgar-se bem querido, absorto no amor não correspondido, embebe os pés n'água. Turva e fria água de rio, que não impede o desvairamento, o devaneio de enxergar ali, surgida da luz que ofusca-lhe os olhos, a imagem flutuante da paixão, a silhueta insinuante que deseja, com o balanço que apresentou-lhe à insônia, agora, sua companheira. Vê ali, saindo do Sol refletido, a razão da loucura, o alvo de todo sentimento, a explicação da esperança, enfim... o marco da mudança. O Beltrano, preterido pelos conceitos, percebe observando os pés molhados, o quanto já andaram e também a força e a vontade que têm de andar, repensa cada gesto, reproduz o recente caminho e vê que não mudou, que não procurou, que a insanidade é inerente ao amor, e que todos os que forem iluminados pela alegria daquele sorriso e a ingenuidade daquele olhar, estarão inermes e serão enfeitiçados. Pobre Beltrano! No seu caso, de nada adianta gelar os pés para esfriar a cabeça, erga-a, e tire os pés do rio, ponha-os para andar! Mas seja lá qual for a largura de seus passos, se vai ser amado ou não, deixe que daqui para frente, o coração indique a direção.

"Pedido ao Sol"

Pedi em pensamento,
Que o Sol não nos deixasse
Ele prosseguiu,
Seguiu seu rumo, lento, mas seguiu.
Pensei então que não tivesse escutado,
E baixinho, como se fosse ao seu ouvido
Fiz novamente o pedido:
Sol, não vá embora
O que menos preciso
É da escuridão da noite agora,
Atrase seu pouso, ali no horizonte
Esqueça da hora, como quero esquecer,
Mantenha-a na luz, para que eu a possa ver
Permita-me viver, permita-me sentir, querer.
E ele? Foi embora.
Esse velho brilhante e rabugento
Não podia esperar mais um momento?
À luz do dia, fiz quase tudo que queria
Mas tendo a noite
E a covardia como argumento
Volto ao relento,
Ao vazio da vontade
E até outra tarde ensolarada,
Vou vagando pelo vale da saudade.

sábado, 2 de julho de 2011

"Trapiche"

Invade a escuridão da lagoa, o decrépito e solitário trapiche. Convida-me a fazer-lhe companhia, mas tenho medo de aceitar, convida-me a pôr meus pés nas tábuas à balançar. Sussurra com o auxílio do vento, algo que não consigo desvendar, mas me atrai. Hesito, respiro a coragem que me faltava e entrego a mão ao desconhecido, sinto em seus braços, abrigo. Fica longe a margem. Bendita coragem! Que noite bela me cedesses. Te vejo lagoa, de dentro, bah tchê! A brisa sulina, enxergo coisas que não se imagina, enquanto perdido, meu corpo na escuridão, minha alma encontrada na luz. Não estamos sós Trapiche, chego à conclusão, estamos guardados. Pode ser um anjo, ou não.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

"Sou parte de tudo"

Daqui pra frente
Sou parte de tudo,
Cheguei para ficar.
Mesmo que discreto,
Em algum dia vou estar
No brilho da Lua
Que tu vais buscar,
Na ondulação do mar
Da praia que te apresentei,
No fulgor do Sol
Em um dia de verão,
No cheiro da grama
Que eu também pisei,
No movimento das núvens
Observadas por ti,
No perfume da rosa
Que receberás de alguém,
No frescor da água
Que te banhará,
Nas lágrimas sentidas
Que teu pranto contém,
No sabor do prato
Que te alimentará,
Nas canções não minhas
Que escutarás...
...ou em parte de tudo
Que não foi vivido.
Ou em parte de tudo,
Que não foi sentido
Enfim,
Daqui pra frente...
...serei parte de tudo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

"Uma coisa é uma coisa..."

Estar sem palavras,
Não significa
Não ter o que dizer.
Estar desaparecido,
Não é o mesmo
Que não querer aparecer.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Não faz sentido"

Não faz sentido.
Tua voz, não querer chegar ao meu ouvido?
Não faz sentido.
O calor que eu sei que vem daí,
Querer extinguir-se por si?
Não, não faz sentido.
Querer apagar um belo capítulo ainda não redigido?
Pra mim, não faz sentido.
Querer evadir-se, depois de ter me invadido?
Não faz nenhum sentido.
Ouvir a voz da consciência, com conceito pelos outros concebido?
Pra mim não faz o menor sentido.
Derrotar-se pelo medo de um futuro
Que como futuro, ainda, não foi vivido?
Não faz sentido.
Não faz sentido querer explicar com palavras
Os calafrios que tenho sentido,
Os sonhos que à noite tenho,
As frustrações de ser repelido.
Não faz sentido.
Querer acostumar-me com a desolação do lugar,
De onde vim, e pra onde sei que serei banido.
Na verdade, nada, nada disso faz sentido.

domingo, 19 de junho de 2011

"Não deixe pra depois"

Sou fiel ao que sinto.
O hoje, entendo e vivo como uma dádiva,
Um presente.
Inane, deixo o futuro para que o destino o preencha.
Sendo assim, preciso amar, viver, dizer agora,
Sem pensar que ainda há tempo.
O tempo, a cada instante
Vai deixando de existir.

"Chove"

Chove,
Lembro-me de você,
Do calor do teu corpo em minhas mãos,
Da maciez e do aconchego do teu colo,
Dos teus carinhos em meu rosto,
Dos teus olhos fechados
E tua face demonstrando prazer.
Quero,
Sentir e te fazer sentir
Tudo outra vez
E outra, e outra, e outra, até...
Não poder mais,
Entretanto, estamos apenas no começo
De um amor que é só nosso
E que cresce, regado pela chuva de sentimentos
Que não me deixa um só instante te esquecer.
Chove,
Lembro-me de você.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"E se o apocalipse fosse amanhã, qual seria seu pedido?"

Perguntaram-me isso outro dia, sou sincero ao dizer, não acredito que de hoje para amanhã, alguma coisa fosse realmente mudar em minha vida. Meu abraço mais terno, já foi dado, meu carinho mais sutil, já foi sentido, minha palavra mais doce, já foi direcionada e o sentimento de amor que há em mim, já foi revelado. Sou convicto de que apenas um pedido faria toda a diferença. Pediria aos Deuses, que me concedessem mais tempo, pois só o tempo me permitirá viver o que quero e ainda não consegui.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Calor"

Só quem já teve a oportunidade de aquecer-se diante de uma fogueira em noite fria, sabe do encanto que é contemplar o fogo, sabe da força que ele tem quando alimentado, tem consciência das sensações que as chamas irradiam, consegue ver a luz e o movimento das sombras proporcionado por ela, e percebe a falta que fará ao extinguir-se. Comparo essa relação entre fogueira e aquecido, com o amor e seu hospedeiro. Tenho em mim esse hospede, e procuro alimentá-lo. Recebo sua luz e tento refleti-la. Sinto as sensações causadas por ele, e coloco-as em canções, em textos, simplesmente para compartilhar. É essa minha proposta ao criar esse blog, minhas percepções sobre a vida, letras, explicações sobre canções, estarão aqui postadas para quem possuir interesse. Convido aos amigos que conheçam meu trabalho e reflitam sobre ele. Obrigado.