Trago desde as mais tenras lembranças, a idéia: dar, ceder, doar algo, deveria ser feito de coração, e assim sempre o fiz. Até então, nunca quis e espero no futuro, ainda não querer, dever ou fazer alguém pensar que me deve. Se minha mão foi estendida, é porque julgou ser melhor assim, se minha palavra foi ouvida com maciez, é por que assim entendeu ser melhor sair de mim, se meu carinho lhe escolheu, viu em você e naquele momento, o melhor alvo e o instante adequado, se meu amor me levou para o seu lado, tá tudo certo, pois por ele sou guiado, e se é de amor que esta alma se alimenta, se é de bons pensamentos que meu prazer se sustenta, cada segundo que vivi e viverei, lá no fim, sei que será recompensado, e se hoje você de repente resolver sumir, desaparecer sem eu sequer entender, claro que ficarei chateado, mas se em um longínquo futuro em seus últimos instantes, uma imagem minha aparecer quando o filme de sua vida for reprisado, você vai entender que recebeu de mim, porque meu coração por você foi, e por um bom tempo, se sentiu amado.