quinta-feira, 23 de junho de 2011

"Sou parte de tudo"

Daqui pra frente
Sou parte de tudo,
Cheguei para ficar.
Mesmo que discreto,
Em algum dia vou estar
No brilho da Lua
Que tu vais buscar,
Na ondulação do mar
Da praia que te apresentei,
No fulgor do Sol
Em um dia de verão,
No cheiro da grama
Que eu também pisei,
No movimento das núvens
Observadas por ti,
No perfume da rosa
Que receberás de alguém,
No frescor da água
Que te banhará,
Nas lágrimas sentidas
Que teu pranto contém,
No sabor do prato
Que te alimentará,
Nas canções não minhas
Que escutarás...
...ou em parte de tudo
Que não foi vivido.
Ou em parte de tudo,
Que não foi sentido
Enfim,
Daqui pra frente...
...serei parte de tudo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

"Uma coisa é uma coisa..."

Estar sem palavras,
Não significa
Não ter o que dizer.
Estar desaparecido,
Não é o mesmo
Que não querer aparecer.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Não faz sentido"

Não faz sentido.
Tua voz, não querer chegar ao meu ouvido?
Não faz sentido.
O calor que eu sei que vem daí,
Querer extinguir-se por si?
Não, não faz sentido.
Querer apagar um belo capítulo ainda não redigido?
Pra mim, não faz sentido.
Querer evadir-se, depois de ter me invadido?
Não faz nenhum sentido.
Ouvir a voz da consciência, com conceito pelos outros concebido?
Pra mim não faz o menor sentido.
Derrotar-se pelo medo de um futuro
Que como futuro, ainda, não foi vivido?
Não faz sentido.
Não faz sentido querer explicar com palavras
Os calafrios que tenho sentido,
Os sonhos que à noite tenho,
As frustrações de ser repelido.
Não faz sentido.
Querer acostumar-me com a desolação do lugar,
De onde vim, e pra onde sei que serei banido.
Na verdade, nada, nada disso faz sentido.

domingo, 19 de junho de 2011

"Não deixe pra depois"

Sou fiel ao que sinto.
O hoje, entendo e vivo como uma dádiva,
Um presente.
Inane, deixo o futuro para que o destino o preencha.
Sendo assim, preciso amar, viver, dizer agora,
Sem pensar que ainda há tempo.
O tempo, a cada instante
Vai deixando de existir.

"Chove"

Chove,
Lembro-me de você,
Do calor do teu corpo em minhas mãos,
Da maciez e do aconchego do teu colo,
Dos teus carinhos em meu rosto,
Dos teus olhos fechados
E tua face demonstrando prazer.
Quero,
Sentir e te fazer sentir
Tudo outra vez
E outra, e outra, e outra, até...
Não poder mais,
Entretanto, estamos apenas no começo
De um amor que é só nosso
E que cresce, regado pela chuva de sentimentos
Que não me deixa um só instante te esquecer.
Chove,
Lembro-me de você.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"E se o apocalipse fosse amanhã, qual seria seu pedido?"

Perguntaram-me isso outro dia, sou sincero ao dizer, não acredito que de hoje para amanhã, alguma coisa fosse realmente mudar em minha vida. Meu abraço mais terno, já foi dado, meu carinho mais sutil, já foi sentido, minha palavra mais doce, já foi direcionada e o sentimento de amor que há em mim, já foi revelado. Sou convicto de que apenas um pedido faria toda a diferença. Pediria aos Deuses, que me concedessem mais tempo, pois só o tempo me permitirá viver o que quero e ainda não consegui.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Calor"

Só quem já teve a oportunidade de aquecer-se diante de uma fogueira em noite fria, sabe do encanto que é contemplar o fogo, sabe da força que ele tem quando alimentado, tem consciência das sensações que as chamas irradiam, consegue ver a luz e o movimento das sombras proporcionado por ela, e percebe a falta que fará ao extinguir-se. Comparo essa relação entre fogueira e aquecido, com o amor e seu hospedeiro. Tenho em mim esse hospede, e procuro alimentá-lo. Recebo sua luz e tento refleti-la. Sinto as sensações causadas por ele, e coloco-as em canções, em textos, simplesmente para compartilhar. É essa minha proposta ao criar esse blog, minhas percepções sobre a vida, letras, explicações sobre canções, estarão aqui postadas para quem possuir interesse. Convido aos amigos que conheçam meu trabalho e reflitam sobre ele. Obrigado.