A boca, a esfira, o queijo e o lugar
O silêncio, minha voz, tua voz
A brisa, que não movia folhas
Que não vencia a inércia, inclusive
Das águas da lagoa cúmplice
O frio, vinha de leve, e arrepiava
E a Lua, ia no céu, se deixava ver
Junto das estrelas pudentes
Que resolveram surpreender e aparecer
O silêncio, minha voz, tua voz
Os olhares, e o beijo que não houve
E os carinhos adiados, corpos afastados
A boca, o queijo, a esfira
Teu rosto, minha voz, tua voz e o silêncio
Minha boca, tua voz e o queijo
Minha voz, a esfira, e o silêncio
Tua boca e o queijo
As mãos e a Lua
As folhas e as águas
Os carinhos e o céu
Minha boca e tua boca
O lugar, as estrelas...
...eu e a confusão."
terça-feira, 27 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
"Volte logo"
Partindo, deixou saudades
Um corte na carne, um querer te ver
Por lâmina impregnada
Isso não vai curar, isso só vai doer
Desfiz-me nesse momento
E foi pelo ar minha alma com você
Ficou meu corpo pela terra
Vagando do raiar do sol até adormecer
Vem pela madrugada tua voz
Vem a tua ausência levar
A pouca sanidade de mim
Fico louco pra ir te buscar
Um corte na carne, um querer te ver
Por lâmina impregnada
Isso não vai curar, isso só vai doer
Desfiz-me nesse momento
E foi pelo ar minha alma com você
Ficou meu corpo pela terra
Vagando do raiar do sol até adormecer
Vem pela madrugada tua voz
Vem a tua ausência levar
A pouca sanidade de mim
Fico louco pra ir te buscar
terça-feira, 20 de setembro de 2011
"24hs"
Eu não sabia que iria acontecer
Minha experiência não deixou prever
O fato, é que jamais imaginei
Meu coração perdido por você
O meu olhar buscando o horizonte
Teu lumiar tornando-se a fonte
A energia da minha vontade
Toda a razão dessa minha saudade
Fazendo a sua imagem o sonho meu
E me trazendo esse querer
Ah! Esse querer, esse querer
E eu, já não sei o que fazer
Toda a ação, hoje, é movida por você
Lamento tanto não ter pra onde correr
Todo caminho sempre leva a você, que está
Em minha cabeça, desde o amanhecer
Até a hora de outra vez eu acordar
Minha experiência não deixou prever
O fato, é que jamais imaginei
Meu coração perdido por você
O meu olhar buscando o horizonte
Teu lumiar tornando-se a fonte
A energia da minha vontade
Toda a razão dessa minha saudade
Fazendo a sua imagem o sonho meu
E me trazendo esse querer
Ah! Esse querer, esse querer
E eu, já não sei o que fazer
Toda a ação, hoje, é movida por você
Lamento tanto não ter pra onde correr
Todo caminho sempre leva a você, que está
Em minha cabeça, desde o amanhecer
Até a hora de outra vez eu acordar
domingo, 18 de setembro de 2011
"Aqui, e além daquele monte"
Vou embora dessa cidade, vou embora, vou pra longe
Morena, eu quero você, muito além daquele monte
Quero a paz do seu amor, caminhando ao lado meu
Eu pensei em Salvador, espero um conselho seu
Vou sair, vou por aí, mas quero levar você
Pode avisar sua mãe que eu vou lhe proteger
Vou embora dessa cidade, vou embora, vou pra longe
Morena, eu quero você, muito além daquele monte
Vou sair vou por aí, tem um mundo ali pra ver
Tem praia de Itapuã, de Piatã pra conhecer
Vou sair vou por aí, e não parto sem você
Mas pode avisar seu pai, que em dezembro vem lhe ver
Vou embora dessa cidade, vou embora, vou pra longe
Morena, eu quero você, aqui e além da daquele monte
Morena, eu quero você, muito além daquele monte
Quero a paz do seu amor, caminhando ao lado meu
Eu pensei em Salvador, espero um conselho seu
Vou sair, vou por aí, mas quero levar você
Pode avisar sua mãe que eu vou lhe proteger
Vou embora dessa cidade, vou embora, vou pra longe
Morena, eu quero você, muito além daquele monte
Vou sair vou por aí, tem um mundo ali pra ver
Tem praia de Itapuã, de Piatã pra conhecer
Vou sair vou por aí, e não parto sem você
Mas pode avisar seu pai, que em dezembro vem lhe ver
Vou embora dessa cidade, vou embora, vou pra longe
Morena, eu quero você, aqui e além da daquele monte
"Que assim seja"
Será que meu lugar no céu vou perder se te beijar?
Será que o que aprendi com Deus se apagará?
Toda verdadeira intenção,
Cada vez que estendi a mão,
Que usei o coração para sorrir.
Será que as portas fecharão e no céu não vou entrar?
Por Deus! Eu não abri meu coração
E você sem me pedir, foi lá se instalar
Com toda verdadeira intenção
Com cada vez que estendeu a mão
Sempre usando o coração para sorrir
Talvez o meu lugar no céu eu vá perder por te beijar
Mas, tendo o teu gosto em minha boca
Até o inferno irá me agradar.
Será que o que aprendi com Deus se apagará?
Toda verdadeira intenção,
Cada vez que estendi a mão,
Que usei o coração para sorrir.
Será que as portas fecharão e no céu não vou entrar?
Por Deus! Eu não abri meu coração
E você sem me pedir, foi lá se instalar
Com toda verdadeira intenção
Com cada vez que estendeu a mão
Sempre usando o coração para sorrir
Talvez o meu lugar no céu eu vá perder por te beijar
Mas, tendo o teu gosto em minha boca
Até o inferno irá me agradar.
sábado, 17 de setembro de 2011
" ???????"
Que distância é essa, que te deixa longe o suficiente para eu não sentir na face teu calor, que te afasta tanto, tornando tua voz apenas imaginável, não audível, e que ao mesmo tempo me faz te sentir dentro de mim? Que pensamento é esse, que dilacera, que machuca o corpo, que faz doer unhas, cabelos, mas que ao mesmo tempo é tão bom? Que lágrima é essa, que prende-se aos meus cílios num ato insano, bradando o que minha voz cala, suplicando, em nome de minha alma, tua presença física? Que gesto é esse, de amordaçar a boca, de silenciar os dedos, se o pensamento não pára, se as raízes do desejo são tão profundas? O que ganho, refutando o que sou? O que eu seria sem saber o que és? Por que me pergunto, quando eu mesmo tenho as respostas?
domingo, 4 de setembro de 2011
"E se..."
E se todas as tardes fossem como aquela? Céu azul, Sol, vento fresco, quase brisa, água e você para embelezar a paisagem. Nossa conversa, nossa alegria, nosso afeto, nosso carinho, nossa amizade, nosso enlace, entrelace, nosso jogo, nosso suor, nosso amor. O que aconteceria com as tardes tristes, solitárias, cinzas, nebulosas, frias, frívolas? E se todas as tardes fossem como aquela? Todo anoitecer seria memorável, pelas lembranças que aquele acompanharam? Todo adormecer, embora extenuado, seria pleno de felicidade? Se todas as tardes fossem como aquela, pra mim, a vida não seria o que.
sábado, 3 de setembro de 2011
"Somos"
Nós, somos o que de melhor existe
Somos a luta, que realmente quer paz e só
Somos orvalho, que embeleza a pétala
Que evidencia a teia
Somos pele, que ao açoite não se permite sangrar
Somos ferro, que só o tempo e o fogo podem envergar
Somos idéia, que avante vai
Somos o próprio vigor, que só a morte aplaca
Somos o meio e o começo da vida
Somos juntos, alegria e guarida
Somos caule, que não se deixa pelo vento balançar
Porém, somos verdade até o medo nos calar
Somos estandarte aos ventos da paixão, a tremular
Somos desejo em trincheiras a rastejar
Somos o abismo, que não nos permite atravessar
Somos a covardia, e a dor, por não querer amar.
Somos a luta, que realmente quer paz e só
Somos orvalho, que embeleza a pétala
Que evidencia a teia
Somos pele, que ao açoite não se permite sangrar
Somos ferro, que só o tempo e o fogo podem envergar
Somos idéia, que avante vai
Somos o próprio vigor, que só a morte aplaca
Somos o meio e o começo da vida
Somos juntos, alegria e guarida
Somos caule, que não se deixa pelo vento balançar
Porém, somos verdade até o medo nos calar
Somos estandarte aos ventos da paixão, a tremular
Somos desejo em trincheiras a rastejar
Somos o abismo, que não nos permite atravessar
Somos a covardia, e a dor, por não querer amar.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
"Cacos sutis"
Abri os olhos e vi,
Luz do sol na janela,
Pelo buraco na telha,
Pela fresta aquela.
Foi-se outra noite de sonhos
Acordei, e agora?
A consciência me diz:
-Vai! Continua essa história
Pega teus cacos sutis
Remodela tua vida.
Desenha o caminho pra ti
e constrói tua guarida.
Deixa o sonho da noite
Vir guiar a verdade.
Sustenta o buraco na telha
Pra afastar a vaidade.
Gesso em teto bonito
Não faz homem melhor.
Isso quem faz, é a luta,
É a garra, é o suor.
Luz do sol na janela,
Pelo buraco na telha,
Pela fresta aquela.
Foi-se outra noite de sonhos
Acordei, e agora?
A consciência me diz:
-Vai! Continua essa história
Pega teus cacos sutis
Remodela tua vida.
Desenha o caminho pra ti
e constrói tua guarida.
Deixa o sonho da noite
Vir guiar a verdade.
Sustenta o buraco na telha
Pra afastar a vaidade.
Gesso em teto bonito
Não faz homem melhor.
Isso quem faz, é a luta,
É a garra, é o suor.
"Ainda arde"
Flauteava a voz menina
Que me adentrava o coração,
Indiscreto meu olhar
Indo de seus olhos ao chão.
Eu falava por falar
Para manter sua presença,
Fiz questão de lhe tocar
Querendo ser sua sentença.
A vontade deu em mim
Me transformando em outro ser,
Fiz esforço pra afastar,
Pra repelir o meu querer.
O instinto não venceu,
Mas a vontade não passou,
É fogo que ainda arde
É canção que ainda não terminou.
Que me adentrava o coração,
Indiscreto meu olhar
Indo de seus olhos ao chão.
Eu falava por falar
Para manter sua presença,
Fiz questão de lhe tocar
Querendo ser sua sentença.
A vontade deu em mim
Me transformando em outro ser,
Fiz esforço pra afastar,
Pra repelir o meu querer.
O instinto não venceu,
Mas a vontade não passou,
É fogo que ainda arde
É canção que ainda não terminou.
"Preciso de você"
Uma, entre as felicidades que eu preciso ter,
Com certeza é você
Não desfaz em mim essa vontade de querer te ver,
Eu fico a enlouquecer
Coloco sal no café, perco a fé,
E reclamo de tudo que eu sempre gostei
Minhas memórias, se apagam,
E no que eu sou bom eu já nem sei
Esqueço onde está o carro,
Fico incomodado coisas tão simples, banais
Em consequência da falta que tua presença me faz.
Com certeza é você
Não desfaz em mim essa vontade de querer te ver,
Eu fico a enlouquecer
Coloco sal no café, perco a fé,
E reclamo de tudo que eu sempre gostei
Minhas memórias, se apagam,
E no que eu sou bom eu já nem sei
Esqueço onde está o carro,
Fico incomodado coisas tão simples, banais
Em consequência da falta que tua presença me faz.
"Não entendo nada"
...e diante do exposto, fico com o que não está. Prefiro ouvir o que não quer ser dito, entender o que não pode ser explicado, procurar o que não quer ser encontrado, esconder e não achar o que eu mais preciso, sussurar o que devia estar gritando e gritar o que não deve ser ouvido, fingir gostar, quando estou amando, e deixar bem longe o que deveria estar comigo. E diante do exposto...
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