sexta-feira, 29 de julho de 2011

Hoje entrevista na Rádio Universidade ( RU ) 1160 AM Às 16:00hs.

Conheça a música "Não Importa o Tempo"

Acesse http://www.youtube.com/watch?v=NciL3-fxpfc

"Raios"

Raios riscam o céu
Traços nervosos feitos de luz
Rasgam o silêncio da noite me fazendo tremer
Me fazendo pensar
E temer a ira dos deuses
Balançam algumas das minhas convicções
E aumentam minhas incertezas
É sempre assim
Quando passam sobre minha cabeça
Penso nos pecados que cometi
E nos que tenho certeza que cometerei
Não gosto dos raios
Tenho medo que me partam.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Como feitiço"

Ficará pra sempre em seus lábios a vontade do beijo. E uma ou muitas bocas virão, quem sabe!? Mas o gosto da boca que admira, sempre lhe parecerá melhor, o prazer que lhe daria, será sempre maior, só por não tê-la provado, só por não tê-la tocado. Como um feitiço, imaginará várias vezes em cada um de seus dias, os abraços que queria ter vivido e não viveu, os carinhos que poderia ter sentido e não sentiu, só por não ter acatado ao próprio coração, quando ordenou-lhe: Entregue-se! Pensou que tudo seria idêntico às chuvas de verão, com toda a intensidade e brevidade que lhe são características. Mas enganou-se. E nada passa. Tudo continua ali, cada momento compartilhado, cada palavra ouvida, cada sonho dividido, todo o respeito explícito, todo o prazer que os olhos fechados evidenciaram, toda a excitação escondida pelo pudor, que a pele arrepiada revelou, enfim, tudo ainda está e continuará em si, apenas por não tratar-se de paixão, e sim da mais poderosa de todas as forças.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"De mim???"

Não!!!! É da água fria que desce o morro, é do material que compões as pedras, é do liso do limo sobre elas, é do cheiro que vem do mato, é das pessoas e o amor por elas, que nasce a inspiração.

"A menina e a estrela"

Vá menina! Deixe-se levar pela emoção. Procure estar sob a luz da estrela que te encanta, sob o afeto que te faz bem, ao lado da paz que ela te faz receber. Mergulhe no céu ao encontro dela, acompanhe seu movimento, do crepúsculo que anuncia a noite, ao alvorecer do novo dia. Vá menina! Não censure o coração, deixe-o livre para bater o quão rápido quiser, e por quem ele julgar merecer. Dispa-se dos pudores, dos medos, dos conceitos não criados por ti, e deixe vir à tona, à superfície da tua pele, a avidez contida em teu âmago. Tua estrela já sabe de ti, e te espera. Queira! Mas, com plena  certeza. Entregue-se! Mas, sem sombra de dúvida sobre ti, afinal, trata-se da tua estrela, e se teu amor a escolheu, essa conjunção já é abençoada. Enxugue os olhos menina! Para que deles possam vir mais provas de que tua alma é límpida, e que dela brota a verdade de teus sentimentos. Porém não os feche, pois diferente do que imagina, é o brilho dos teus olhos, é tua intensa luz, que dá força e guia teu astro pelo céu. Vá menina! Alcance tua estrela. Voe! Se longe ela está, ou apenas estenda a mão e diga: "Venha". De uma forma ou de outra, não duvide, tudo depende da tua vontade.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Está chegando!!!"






Está começando a divulgação do meu primeiro CD, 
"Não Importa o Tempo",  
Ouçam a música "Te Desejo" no link: 









"Fora de foco"

Percebi ser mais um,
Nem especial, nem mais amado.
Então recolho-me a minha insignificância
E agora, desprovido de arrogância
Enfio o esperado futuro
Em algum lugar do passado.
Triste, desolado,
Vou querer parar de querer,
Vou querer pensar que não existe,
Vou extirpar de mim minha fonte de lágrimas,
Vou maltratar o órgão da saudade
Abarrotando-o de outros sentimentos.
Pouco reais? Não importa.
Se o que é real não existe,
Se o fulgor está apenas em meus olhos.
Se em tuas lentes não me vejo,
Para que estar diante delas?
Saio agora da luz e vou para o meu lugar,
À sombra do teu amor
E bem distante de te amar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"Distância"

Agora, não tenho mais a certeza de te ver, e isso não me faz feliz. Não preciso de fotos, vídeos, nada, cada instante está em mim, apenas fecho os olhos para que fiquemos sós. Mas não basta lembrar teu cheiro, não traz o mesmo prazer. Ter somente tua imagem, sobre uma duna diante do mar, não é o mesmo que estar ali, vivendo a tua beleza. Mas a vida é mesmo assim, encontros alegram, despedidas entristecem... e os amores e as paixões, vêm e vão alheios à nossa vontade. Os dias passarão, os meses passarão, anos passarão, mas as marcas do que vivi, permanecerão. Desejo ardentemente, que a felicidade te encontre, e que na transição dos teus momentos felizes, possas lembrar que além daqueles que estarão contigo e te amando, existe alguém, em algum lugar... que também te ama.

"A outra Margem"

Daqui, a vejo longe, sinuosa, com parte de seu encanto às vezes exposto. Ah! Como eu queria estar ali, naquele veio descoberto. Por vezes, quando de lá vem o vento, traz consigo o cheiro bom que exala, me delicio. Intocada, virgem me arrisco a dizer. Mas ser o primeiro a estar inserido em seu cenário, não é o que mais me atrai, de nada importa se um felizardo já passeou em sua beleza, se eu puder estar ali, terei a paciência do pesquisador, o olfato do descobridor e explorarei cada cantinho, sem pressa, esquecendo que o tempo existe. É magia! Coisa sobrenatural essa inquietude. Ela mesmo sem saber falar, me chama, me quer rolando em sua grama, alimentando-me dos frutos que sua terra dá , mergulhado em suas águas a me refrescar. Ela conseguirá eu sei, qualquer dia, mesmo que a correnteza ameace me lavar, a tocarei, e então estaremos eu e ela, isolados do mundo e do jeito que queremos.

domingo, 17 de julho de 2011

"Sonhos frequentes?"

É inegável. Sonhar com alguém com tanta frequência, quer dizer que você foi picado pelo mosquito da paixão. Ele inocula seu veneno que através das artérias, ruma ao órgão responsável pelo armazenamento de sentimentos e distribuição do sangue. Lá ele encontra saudade, desejo, esperança, admiração, euforia... etc, e potencializa-se. Acontece, que quando chega a uma determinada força, atinge o cérebro, que fica lesado em dois pontos: um é um ponto responsável pela visão, deixando sempre a imagem do objeto apaixonante em primeiro plano não permitindo que você enxergue nada, sem antes vê-lo. Outro ponto é um ossinho ou ossículo do ouvido chamado martelo. O cérebro captura o som da voz proveniente do objeto apaixonante, e, faz que esse som fique agarrado no cabo do martelo martelando em seu ouvido o dia todo inclusive dormindo. Então, isso tudo ajuda a explicar a razão dos seus sonhos. Espero que você consiga solucionar o seu caso, porque no meu, procuro um antídoto a anos e não encontro.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"Pobre Beltrano!"

O Beltrano, olente e de olhar perdido, desenxabido por não julgar-se bem querido, absorto no amor não correspondido, embebe os pés n'água. Turva e fria água de rio, que não impede o desvairamento, o devaneio de enxergar ali, surgida da luz que ofusca-lhe os olhos, a imagem flutuante da paixão, a silhueta insinuante que deseja, com o balanço que apresentou-lhe à insônia, agora, sua companheira. Vê ali, saindo do Sol refletido, a razão da loucura, o alvo de todo sentimento, a explicação da esperança, enfim... o marco da mudança. O Beltrano, preterido pelos conceitos, percebe observando os pés molhados, o quanto já andaram e também a força e a vontade que têm de andar, repensa cada gesto, reproduz o recente caminho e vê que não mudou, que não procurou, que a insanidade é inerente ao amor, e que todos os que forem iluminados pela alegria daquele sorriso e a ingenuidade daquele olhar, estarão inermes e serão enfeitiçados. Pobre Beltrano! No seu caso, de nada adianta gelar os pés para esfriar a cabeça, erga-a, e tire os pés do rio, ponha-os para andar! Mas seja lá qual for a largura de seus passos, se vai ser amado ou não, deixe que daqui para frente, o coração indique a direção.

"Pedido ao Sol"

Pedi em pensamento,
Que o Sol não nos deixasse
Ele prosseguiu,
Seguiu seu rumo, lento, mas seguiu.
Pensei então que não tivesse escutado,
E baixinho, como se fosse ao seu ouvido
Fiz novamente o pedido:
Sol, não vá embora
O que menos preciso
É da escuridão da noite agora,
Atrase seu pouso, ali no horizonte
Esqueça da hora, como quero esquecer,
Mantenha-a na luz, para que eu a possa ver
Permita-me viver, permita-me sentir, querer.
E ele? Foi embora.
Esse velho brilhante e rabugento
Não podia esperar mais um momento?
À luz do dia, fiz quase tudo que queria
Mas tendo a noite
E a covardia como argumento
Volto ao relento,
Ao vazio da vontade
E até outra tarde ensolarada,
Vou vagando pelo vale da saudade.

sábado, 2 de julho de 2011

"Trapiche"

Invade a escuridão da lagoa, o decrépito e solitário trapiche. Convida-me a fazer-lhe companhia, mas tenho medo de aceitar, convida-me a pôr meus pés nas tábuas à balançar. Sussurra com o auxílio do vento, algo que não consigo desvendar, mas me atrai. Hesito, respiro a coragem que me faltava e entrego a mão ao desconhecido, sinto em seus braços, abrigo. Fica longe a margem. Bendita coragem! Que noite bela me cedesses. Te vejo lagoa, de dentro, bah tchê! A brisa sulina, enxergo coisas que não se imagina, enquanto perdido, meu corpo na escuridão, minha alma encontrada na luz. Não estamos sós Trapiche, chego à conclusão, estamos guardados. Pode ser um anjo, ou não.