Percebi ser mais um,
Nem especial, nem mais amado.
Então recolho-me a minha insignificância
E agora, desprovido de arrogância
Enfio o esperado futuro
Em algum lugar do passado.
Triste, desolado,
Vou querer parar de querer,
Vou querer pensar que não existe,
Vou extirpar de mim minha fonte de lágrimas,
Vou maltratar o órgão da saudade
Abarrotando-o de outros sentimentos.
Pouco reais? Não importa.
Se o que é real não existe,
Se o fulgor está apenas em meus olhos.
Se em tuas lentes não me vejo,
Para que estar diante delas?
Saio agora da luz e vou para o meu lugar,
À sombra do teu amor
E bem distante de te amar.
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