domingo, 22 de janeiro de 2012

"Caminhos cruzados"

Eu  vi  o  sorriso  em  teu  rosto  com  dentes  à  mostra
Presenciei   tuas   gargalhadas  de   energia  contagiante
Sonhei com alegria  teus   sonhos  em  minhas noites e dias
Vivi, tentando esconder, a agonia  do  teu  pior  pesadelo
Fui a piada bem ou mal contada,  que  te fez doer as faces
E fui o sentimento, que por elas fez rolar  tuas  lágrimas
Fui    algo  que  incomodou  e  arrepiou  tua  pele  suada
Enquanto   teu   coração  voltava  ao  andamento  habitual
Fui justo, correto, leal, contigo, comigo, te amei e falei
Eu  sinto,  eu  acredito,  me  amas  tanto  quanto eu a ti
Por isso,  quando sei de tua  saudade,  me ponho  a sorrir
Posso hoje não estar ao teu  lado, mas   minha crença  diz:
Destino é algo, que por  pessoa  alguma  pode  ser alterado
E o  nosso caminho, perto ou  longe,  permanecerá  cruzado.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Nó na garganta"

Hoje me vi sozinho, na praia em que caminhamos, meu corpo molhado pela água quente da chuva que caia, vagou até que o cansaço lhe venceu. Sentei nas pedras em que estivemos, e pensei em tudo que não fosse você, inventei coisas, procurei nas mais remota lembranças o que preencher meu pensamento mas não deu mais, você veio com toda a força que tem, com todo o desconserto que me traz, com cheiro, toque, energia, vontade, e, a verdade, foi a gota que faltava para eu não mais conseguir conter meu pranto, foi a força mínima e necessária para que o nó que continha enclausurada minha saudade, fosse rompido, e ela te trouxe inteira, quase material diante de mim. Todo esforço de não querer, mostrou-se vão, e mesmo assim essa tentativa burra de não sucumbir, em ambos continuará. Depois de tantas lágrimas deixar rolar, retorno ao ponto onde comecei de você me afastar, e ao nó na garganta, peço a Deus que me faça acostumar, pois sei que eternamente ele irá me acompanhar.