"É, talvez eu seja amável, mas minha maior intenção, é devolver aquilo que direcionam a mim, e felizmente na maioria das vezes, é amor."
Ronaldo Pedra
quarta-feira, 23 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
"Teus segredos"
Esta tua casca pudica, suprime, não indica o que há em ti
Entretanto, eu de fala mansa e mão matreira, como um sopro
Venho vitalizar a fogueira, incandescer tudo o que tens aí
Queimo sim, ao tocar tua superfície, que na minha crendice
Quer por mim se deixar penetrar, quer o prazer de se abrir
Quer o torpor, a languidez e o bocejo, após o ato: festejo
Quer meu abraço carinhoso e instantes que permitam sonhar
Tuas falas macias e em outra direção, dissimulam fantasias
Mas a mim não podem enganar, te vejo inteira, transparente
Te vejo mulher, criança com medos e destemida adolescente
Te vejo querendo e não querendo, fugindo e se entregando...
Enfim, se tens segredos, definitivamente não são para mim.
terça-feira, 8 de maio de 2012
"Por tanto amor"
Vou a outro hemisfério inverter estações
Vou de dentro do verde, olhar mais para o azul
Vou buscar solidão pelas margens do rio
Vislumbrar o castanho nas águas de lá
Na bagagem da alma vou levar todo amor
Que Deus e a vida me vieram entregar
Esqueceram porém de me trazer maior robustez
Pois por tanto amor, mais força eu irei precisar.
Vou de dentro do verde, olhar mais para o azul
Vou buscar solidão pelas margens do rio
Vislumbrar o castanho nas águas de lá
Na bagagem da alma vou levar todo amor
Que Deus e a vida me vieram entregar
Esqueceram porém de me trazer maior robustez
Pois por tanto amor, mais força eu irei precisar.
domingo, 29 de abril de 2012
"O que fizemos?"
Deus, quando inventou o amor, nunca, jamais havia amado. Por brincadeira, de mal gosto, fez-nos inclinados a esta derrota. Ele jamais viveu o desespero de não ouvir um oi, não ter notícia, de não ter por perto alguém que faz a mesma falta que o ar. Deus não foi gerado em um ventre, não deve ter nascido. Foi filho único, não teve pai, nem amigos, talvez nem filho, e com toda a certeza jamais viu os anos levarem a vitalidade de alguém amado. Não precisou ser amamentado, acalentado, não aprendeu a caminhar caindo e machucando mãos e joelhos. Certamente nunca quis algo e sentiu a navalha do não na carne. E por falar em carne... não teve. Nem ossos, nem pele. Se estou errado, por quais motivos nos criou e permite-nos definhar em frente ao espelho, e principalmente, que vejamos nossos amores perecerem por moléstias, sem termos o que fazer a não ser chorar e sofrer? Por que razões não nascemos juntos e vamos todos juntos embora? Por que nos toma os amigos? Por que nos leva os filhos? Por que nos faz viver o terror de enterrarmos nossos pais? Por que nos mostra as maravilhas permitindo-nos nascer e vivê-las, e rouba-nos as lembranças delas ceifando-nos a vida? Por que nos fraciona a alma, e na volta, permite que reencontremos e identifiquemos partes de nós, almas gêmeas, em situações que elas não queiram ou não possam juntar-se? Por que mesmo não querendo somos derrotados pelo amor? O que fizemos? O que precisamos fazer para ter sempre quem nos ama e que por nós é amado? A dor de talvez não ver, faz pensar e muito, no que nunca ficará bem claro. Se não perdi, perderei, e magoado, começo a duvidar se Deus é bom.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
"Sem preconceito"
É tão difícil negar a ti, o meu amor
Se ele só quer ser todo teu, amor
É tão cruel lutar contra o querer
Que há em mim, que há em meu ser
Do céu você fugiu, pra quê?
Para enlouquecer a este alguém
Que vive longe, afastado do divino
Pávida vontade de gozar, gostar
De ter, e de querer o teu prazer
Medo alucinante de chorar
Toda esta vida, a desejar você
Como é difícil não ceder, a ti
Como é hesitante a minha mão, meu não
Por Deus, se vai a vida assim?
Sem preconceito vou deixar que entre em mim
Se em você eu passo o dia a pensar
Nada mais justo que eu relegue a este medo
E viva a vida a te amar.
Se ele só quer ser todo teu, amor
É tão cruel lutar contra o querer
Que há em mim, que há em meu ser
Do céu você fugiu, pra quê?
Para enlouquecer a este alguém
Que vive longe, afastado do divino
Pávida vontade de gozar, gostar
De ter, e de querer o teu prazer
Medo alucinante de chorar
Toda esta vida, a desejar você
Como é difícil não ceder, a ti
Como é hesitante a minha mão, meu não
Por Deus, se vai a vida assim?
Sem preconceito vou deixar que entre em mim
Se em você eu passo o dia a pensar
Nada mais justo que eu relegue a este medo
E viva a vida a te amar.
"Você é tudo"
Me banha de luz
Me olha, seduz
Me faz encontrar
A paz que preciso
Abrigo, juízo,
Me faz levitar
Me enche de amor
Me segue onde eu for
Me faça feliz
Me torne matriz
Me deixa dizer
O que eu não posso negar
Sou outro, sou mais
E serei bem melhor
Se com você estiver
Se não, eu sou nada
Água rasa e parada
Sou coisa qualquer
Me afaste de mim
Me aponte o caminho
Que eu vou acatar
Te sigo minha flor
Não pelo fulgor
Mas sim por te amar
Me olha, seduz
Me faz encontrar
A paz que preciso
Abrigo, juízo,
Me faz levitar
Me enche de amor
Me segue onde eu for
Me faça feliz
Me torne matriz
Me deixa dizer
O que eu não posso negar
Sou outro, sou mais
E serei bem melhor
Se com você estiver
Se não, eu sou nada
Água rasa e parada
Sou coisa qualquer
Me afaste de mim
Me aponte o caminho
Que eu vou acatar
Te sigo minha flor
Não pelo fulgor
Mas sim por te amar
terça-feira, 24 de abril de 2012
"Espere"
Jamais invente um amor, para de um outro não lembrar, deixe as mares as Luas e os Sóis que forem precisos passar, espere o verdadeiro vir, certamente, você não vai se arrepender quando ele chegar.
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