Não somos cruz e Diabo, tão pouco gato e rato, não quero e não vou caçar você. Não quero ser o vento forte que levará você para longe, mas sim, aquilo em que você deve agarrar-se para não ir. Porém se uma brisa leve soprar na direção em que você almeja andar, mostre-me seu anseio com clareza, pois com o ar que eu expirar enquanto suspiro por sua partida, lhe ajudo a começar o movimento no sentido em que você pensa estar a felicidade. Não acredito que seja digno para qualquer um de nós, pedir ou aceitar, um pedido em tom de súplica. Não vou implorar a você para ficar, e não peça com o semblante choroso, que libere você para ir. Vá, se preciso for, se não mais houver amor, vá, se a vontade de ficar, for menor que o medo de partir, vá e consiga muito mais felicidade do que eu possa lhe trazer, juro que irei aplaudir. Mas seja qual for sua decisão, permita que ela seja verdadeira, que extingüa de vez a insipidez dos nossos últimos momentos, e mesmo que doravante sejamos imiscíveis, traga a alegria e amor para ambos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário