A pele cortada do açoite. Por chibatadas para as quais o indulgente destino cerrou os olhos. Braços robustos suspendendo parte do corpo preso pelos pulsos. Joelhos ao chão, cabeça inclinada para a frente evidenciando o desfalecimento. Escorre já nas coxas, no tecido encardido feito de algodão, o sangue do homem, tratado como nenhuma criatura deveria ser. Ainda ecoa o seu lamento pela noite quente e sem luar, e à luz da crepitante fogueira vê-se sangue, e suor misturado às lágrimas, que não deveriam habitar mais nos olhos de quem tanto já chorou. Anos de ...(continua)
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