quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Borboleta verde e preta"

Sonhei que eu andava sozinho e descalço, em uma estrada de chão batido, com cascalhos que machucavam e faziam sangrar meus pés. Já havia um tempo que eu caminhava e por algum motivo não podia parar. O que não era cinza, era branco. E quando a exaustão começou a chegar, começei ouvir minha voz em uma melodia que me acalmava e amenizava a dor. De repente, ao longe e bem devagar, vens tu a te aproximar, porém, teu belo e desejável corpo vinha carregado por lindas asas de borboleta. Bem..., voltando ao teu corpo, não estava nú, como eu gostaria de ver, e sim com uma espécie de malha nas cores verde e preta, assim como tuas asas. Ver-te  ali voando em minha direção, além de linda, em escala natural, sem anteninhas, e com tuas asas enormes, me fez enxergar as cores novamente. E o chão não foi mais cinza, e o céu e o sol não foram mais brancos, e teu vôo ao meu redor me fez não mais senti o chão, e por breves instantes voei contigo em elípses, sem te tocar, observando o sorriso que admiro no rosto que adoro beijar. E a melodia permaneceu a mesma, um lamento, pois logo te vi aumentar a distância de mim, afastar-te e levar contigo as cores de um lugar que deve ter sido o paraíso neste breve momento, não sei, minha atenção estava em ti. E aos pouco o chão foi aproximando-se e o meu calvário também. O cinza e o branco voltaram e passaram a escuridão total. Ficaram minha voz, aquela melodia, e o fascínio pela borboleta, linda, verde e preta.(Que louco não?)

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